Sobre aprender com os nossos erros

Por algum motivo, criei essa ideia fixa de que bastava observar as escolhas ruins das outras pessoas e seguir um caminho diferente que assim eu teria o mínimo de problemas. O que eu não sabia era que existem muitas maneiras diferentes de chegar na mesma conclusão errada e cometer o mesmo erro.

Os erros dos outros

‘Aprender com os erros dos outros’ é um daqueles conselhos que vale a pena seguir – a não ser que você tente segui-lo ao pé da letra. Foi mais ou menos isso que tentei fazer com boa parte das minhas experiências. Por algum motivo, criei essa ideia fixa de que bastava observar as escolhas ruins das outras pessoas e seguir um caminho diferente que assim eu teria o mínimo de problemas. O que eu não sabia era que existem muitas maneiras diferentes de chegar na mesma conclusão errada e cometer o mesmo erro.

Os meus próprios erros

A pior parte de cometer erros (depois de sofrer as consequências) é admitir que, no final das contas, eu não fazia idéia do que estava fazendo. Ainda que no momento eu tenha acreditado nisso, estava longe da verdade. Um erro nem sempre parece um erro, sabe. Escolhas ruins podem ser embaladas com as intenções mais bonitas do mundo, mas continuam ruins de qualquer jeito.

Levei um certo tempo pra entender como cheguei a determinadas situações e de que alguns sinais vermelhos não eram paranóias. Cada sinal era a minha intuição tentando dizer que algo podia dar errado. Levei mais tempo ainda pra aceitar que não, eu não posso acertar todas as vezes. E até alguns meses atrás, parecia impossível me perdoar pelo que aconteceu, porque eu só conseguia pensar que, se ao menos eu soubesse, não teria feito as escolhas que fiz, teria evitado muitas noites de choro e uma série de danos emocionais.

Se eu soubesse, teria feito diferente…

Aí é que está. Eu não sabia. E eu não iria aprender enquanto não cometesse os meus erros. E se eu não tivesse cometido esses erros eu não seria quem sou hoje. Antes eu não sabia, mas agora eu sei, agora eu posso ensinar a outras pessoas sobre aquilo que vivi. É difícil aceitar que fui ingênua em muitas coisas. sou muito crítica comigo mesma e não gosto de admitir quando estou errada. E por mais arrependida que eu esteja, também sou grata por Deus ter sido tão misericordioso comigo. Seu amor e graça fizeram até a dor mais profunda cooperar para o meu bem. Hoje posso andar de cabeça erguida e dizer com sinceridade que aquela época, aquelas escolhas ruins, e a pessoa que eu era não existem mais. Tudo isso já passou. 

Uma palavrinha final
 Todos nós temos arrependimentos. Podemos passar o resto das nossas vidas remoendo coisas que não sabíamos e medidas que não tomamos. Podemos olhar para as nossas cicatrizes e sentirmos culpa por termos deixado aquela ferida acontecer. Ou podemos fazer as pazes com o nosso passado e desfrutarmos da sabedoria e força que temos agora. Não quer dizer que não vamos mais cometer erros. Também não quer dizer que nunca mais faremos uma escolha ruim sequer. Mas podemos tomar a decisão de aprender com erros dos outros mas, principalmente, os nossos próprios erros. Essa já é uma ótima escolha para começar.
Agora é a sua vez!
Como você lida com os seus erros? Quais lições você aprendeu? Comente e vamos interagir!

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